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4 de novembro de 2011

Jari-Matti Latvala disputará o Rallly do Var

Fonte: Autosport.pt

Jari-Matti Latvala mantém nos planos para estar à partida do Rali do Var (24-27 de novembro), apesar da incerteza da Ford em confirmar a presença no Mundial de Ralis de 2012.

Uma fonte da Ford avançou que o rali faz parte das intenções da equipa por forma a que esta possa preparar o Rali de Monte Carlo, a disputar em janeiro de 2012: "Ainda não sabemos quando será anunciada a decisão sobre o futuro da equipa, mas se desperdiçarmos esta possibilidade, não teremos outra".

O calendário do Campeonato do Mundo de Ralis não incluía o Monte Carlo desde 2008 e as estradas usadas no Rali do Var situam-se no sul de França, tal como as da mítica prova. O Rali do Var é, de resto, uma prova muito popular, organizada por Alain Mahe, o ex-navegador do duas vezes campeão europeu de ralis Bernard Darniche.

É também a etapa final do campeonato nacional de ralis francês e admitindo World Rally Cars à partida. Em 2009, foi ganho por Sébastien Loeb num Citroën C4 WRC com a sua mulher, Severine, como navegadora.

2 de julho de 2011

Jari Ketomaa de Fiesta no Rally da Finlandia + Videos do Hirvonen

Jari Ketomaa irá regressar ao Mundial de Ralis (WRC) no próximo Rali da Finlândia, entre 28 e 30 de julho. O piloto finlandês de 32 anos irá já testar o seu carro, um Ford Fiesta RS WRC, na próxima semana, de forma a averiguar as capacidades da sua nova montada.
"Tenho uma grande oportunidade de competir contra os pilotos do WRC. Estou bastante satisfeito por esta oportunidade, que me oferece a possibilidade de obter um bom resultado", referiu o campeão finlandês de ralis, que será novamente acompanhado por Mike Stenberg.
O empresário de Ketomaa, Kim Vatanen (também representante de Sébastien Ogier) revela ainda que existiram negociações com a Prodrive para competir com um MINI John Cooper Works WRC, mas que se acabou por chegar a acordo com a Ford para competir na prova finlandesa com um Fiesta RS WRC.

Videos:

23 de março de 2011

Pilotos Elogiam Especiais Portuguesas

Fonte: Rally de Portugal

Primeiro dia de treinos com muito sol e os pilotos muito agradados com o estado dos troços

Os pilotos presentes na edição deste ano do Vodafone Rally de Portugal, a terceira prova do Campeonato do Mundo FIA de Ralis, completaram o primeiro dia de reconhecimentos das classificativas sob um céu azul, totalmente limpo. Cinco das oito classificativas que compõem a prova constaram deste primeiro dia, ficando três troços para o segundo dia, antes da realização do shakedown.


O facto do percurso ser muito concentrado permite às equipas terminar os treinos em apenas dia e meio. O programa do primeiro dia incluía as provas do primeiro e terceiro dias, ficando para a manhã de quarta-feira os troços da segunda etapa.

Como foi amplamente divulgado, o percurso deste ano é muito semelhante ao de 2010, com duas importantes diferenças: em primeiro lugar, a introdução da super especial de Lisboa constitui uma importante estreia, com três voltas ao traçado desenhado na Praça do Império.

Mas será a introdução da nova classificativa de Santana da Serra, com os seus 31,04 Km, a última dificuldade do rali, a assegurar que tudo se manterá em aberto até ao derradeiro metro. Não só é a prova mais longa da competição como constitui a nova fórmula de "Power Stage", com três pontos adicionais a serem alcançados pelo piloto mais rápido.

Quer isto dizer que todos os pilotos terão de continuar a atacar até final, na tentativa de conseguirem pontos que se poderão revelar preciosos no final do ano na corrida para o título mundial.

Descrevendo as classificativas, o piloto da equipa Ford Abu Dhabi Rally Team e vencedor do primeiro rali da época, na Suécia, Mikko Hirvonen, disse: “As condições são óptimas. Esperávamos um pouco de chuva para os treinos, mas o tempo tem estado muito bom - as estradas estão excelentes, como nunca!

“Apenas penso que o último troço é um pouco macio de piso. Será uma classificativa muito traiçoeira, pessoalmente teria preferido uma mais curta para atacar e correr riscos. É uma prova demasiado longa para andar a fundo para os três pontos e isso pode acabar por ter maus resultados.

“Representará, sem dúvida, um grande desafio para os pilotos. Na verdade, nos treinos ainda havia algumas zonas húmidas depois das recentes chuvadas, pelo que não teremos de poupar os pneus na primeira parte - será toda a fundo!"

Sebastien Loeb, piloto da Citroën Total World Rally Team e campeão do Mundo em título, vencedor no México, também prevê um final de prova complicado: "O Power Stage é muito mais longo do que o habitual, para além de ser muito técnico e, como consequência, bastante difícil. Mas as restantes classificativas estão exactamente como poderíamos esperar em Portugal, técnicas, espectaculares e muito, muito boas."

19 de março de 2011

Mikko Hirvonen - Rally de Portugal Preview 2011

Fonte: Autosport

A vitória na Suécia e o segundo lugar no Rali do México permitem a Mikko Hirvonen liderar o campeonato, com nove pontos de avanço para Sébastien Loeb. O desempate será no Rali de Portugal, onde o finlandês vai tentar bater a Citroen, que a exemplo do que sucede na prova mexicana, não é batida desde que o Rali de Portugal regressou ao convívio dos 'grandes' - leia-se WRC - em 2007.

Depois da neve sueca e da altitude do México, o Rali de Portugal é a primeira prova 'tradicional', que vai dar pistas bem mais fortes sobre o que será o WRC em 2011. Hirvonen terminou sempre nas edições de 2007, 2009 e 2010, sendo que o melhor que conseguiu foi ser segundo em 2009:

"É um rali muito desafiante! Há muitas zonas com curvas cegas, logo após pequenos topos, e isso torna a prova muito técnica, sendo crucial o um bom trabalho nos reconhecimentos. Esta é tipicamente um rali onde com o conhecimento que se vai adquirindo dos troços, possibilita andar mais depressa. As estradas têm uma base dura e por isso são abrasivas para os pneus, pelo que a sua escolha pode ser determinante, especialmente se as temperaturas forem elevadas, o que este ano não é tão provável de suceder. Ao contrário do México, devido à altitude, em Portugal teremos disponível toda a potência dos motores dos nossos carros, pelo que tudo se passará um pouco mais depressa. Ainda estou a aprender o carro e por isso ainda hesito um pouco, enquanto entendo que velocidade e mudança essa nota significa. Ainda não estou com uma condução instintiva neste carro...", referiu Hirvonen.

1 de março de 2011

Os vitoriosos Fiestas trocam o frio da Suécia pelo calor do México

Os novos Ford Fiesta RS World Rally Car terão que enfrentar o clima e terreno extreme na próxima etapa do FIA World Rally Championship que acontece no México de 03 à 06 de marco. Três semanas depois de um pódio em sua estréia no inverno rigoroso da Suécia, os carros são enviados para a América do Norte para a disputa da segunda etapa com condicões bem differentes da primeira.

Os pilotos da Ford Abu Dhabi WRT, Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen e seus companheiros de equipe Jari-Matti Latvala e Mikka Anttila se destacaram na Escandinávia com o primeiro e terceiro lugares respectivamente. No entanto, os contrastes entre as disputas na Suécia e Méxixo vão realcar as características que fazem do WRC a mais dura competicão de automobilismo em carros baseados em carros de producão.

Os competidores vão trocar os desafios em temperaturas que chegaram à quase - 30º C por temperaturas aproximadas de 32º C no parque de apoio localizado em Leon que fica a 400 quilômetros a noroeste da Cidade do México. As altas altitudes cão trazer novas exigências, impondo pressões sobre motores e transmissões, bem como sobre pilotos e navegadores, que terão que suportar altas temperaturas dentro do carro.

As estradas relativamente suaves pela neve serão substituidas pelas estradas de cascalho, que podem ser bastante dificies pois podem causar furos nos pneus. Esta é a primeira das sete etapas consecutivas no cascalho e é também o maior evento da temporada. As altas velocidades no norte e leste da cidade são substituidas por uma subida que chega a altitude de 2737m acima do nível do mar e com encostas repletas de cactos.

A altitude traz próprios desafios, com um ar mais rarefeito afetando os motores e o rendimento dos mesmos em até 20 por cento. Para estar totalmente preparado para tais condicões, a equipe testou um Fiesta RS WRC durante dois dias em altitudes encontradas no Méxicco, no Laboratório de Testes Ambientais Centro Técnico da Ford, em Dunton na Grã Bretanha. Eles também replicaram estes mesmos níveis durante os testes em Portugal na semana passada para ajudar os pilotos a testarem vários acertos.

No Rally do México, Hirvonen tem como melhor resultado o terceiro lugar conquistado em 2007. Como lider do campeonato, o piloto finlandês de 30 anos vai ser o primeiro na ordem de largada no primeiro dia da competicão. Mas ele está feliz em assumir o papel de varrer as estradas de cascalho com uma linha mais nítida para os seus rivais que largam na parte de trás.

“Liderar o campeonato pode ter suas desvantagens e uma delas é ser o primeiro a largar no primeiro rally de cascalho da temporada,” disse ele. “ Meus adversários têm posicões melhores na especial pois a primeira etapa vai ser dura. Eu ainda vou tentar encontrar uma maneira de brigar pela vitória novamente. Esta é a terceira vez consecutiva que estou no Rally do Méxixo largando nesta posicão, então tenho que me acostumar com isso. Eu não estou subestimando as dificuldades, mas mesmo se eu tivesse a opcão, nao trocaria a minha vitória na Suécia, para uma melhor posicão de largada, no México.

Uma vtória na estréia do novo carro foi o inicio perfeito para mim e para a equipe, mas isso nao significa nada se nao conseguirmos um bom resultado no México. Nao é um rally fácil, pois a altitude afeta o desempenho dos carros. Nao conseguimos os melhores resultados nesta prova nos últimos anos, mas acredito que o novo carro vai nos dar uma melhor chance de conquistar a vitória. O Fiesta RS WRC usa uma caixa de cambio de seis velocidades e isso deve nos ajudar a tirar o máximo partido da potência que está disponivel”, acrescentou.

O melhor resultado de Latvala em quatro participacões no Rally do México, foi uma terceira colocacão em 2008. O piloto finlandês de 25 anos sente-se bem preparado para o evento de 2011.
“O último dia do meu teste de pré evento em Portugal foi de tempo seco, que é como será no México”, disse ele. “Isso era o ideal e a equipe foi capaz de modificar o motor para refletir aos níveis de potência que podemos esperar em altas altitudes. Optei por um setup menos agressivo e estou confiante de que o carro vai ser totalmente competitivo. As condicões serão diferentes da primeira etpa e todo mundo vai olhar os tempos para ver como os carros novos conseguem percorrer as estradas de cascalho pela primeira vez”.

“É um dos ralies mais escorregadios para os competidores. Os primeiros a largarem encontrarão muitas pedras soltas. Eu sou o terceiro na ordem de largada do primeiro dia o que é razoável. Espero que os competidores da frente tornem as estradas mais limpas. O número de inscritos é menor do que o habitual, o que pode nos ajudar. As estradas devem ficar completamente limpas para a segunda passagem, porque nao ha muitos pilotos locais inscritos. Os carros menores tomam linhas diferentes e acabam sujando as estradas novamente”, acrescentou Latvala.

A rota do rally

O percurso é praticamente idêntico ao do ano passado, percorrendo estradas familiares nas monhas da Sierra del Luebos no norte e leste de León. Além de pequenas revisões em duas especiais do domingo, a principal mudanca é a introducão de uma pequena especial pelas ruas de Guanajuato logo após a cerimônia de largada promocional na quinta-feira. A cidade é designada como patrimônio de humanidade pela UNESCO e famosa pelos ricos veios de ouro e prata descobertos nos séculos passados. As etapas de sexta feira e sábado novamente incluirão uma etapa pequena na rua ao lado do parque de apoio em León durante o dia. Ambos também fecham com duas passadas no autodromo da cidade, que será executado a noite pela primeira vez. A competicão termina com os 8,28 KM da Power Stage, que será transmitida ao vivo pela televisão e dará aos três primeiros na especial pontuacão extra. Os competidores enfrentam 22 especiais percorrendo um total de 364, 87 km de trechos cronometrados e um total geral de 1.031,30 km.

Créditos: Press M-Sport Ford Abu Dhabi WRT | Traducão: Rally Brazil

19 de fevereiro de 2011

Galeria de Fotos do Teste de Mikko Hirvonen

O piloto da Ford Abu Dhabi World Rally Team, Mikko Hirvonen está testando neste final de semana em terras lusitanas. Para ver todas imagens do teste do finlandês clique na -> Galeria - Mikko Hirvonen

Todas as classes do WRC

Depois de inúmeras discussões, no final de 2010, a FIA pôs finalmente ordem na nomenclatura que pretendia identificar as diversas categorias de carros de ralis construídos. Após a divisão por grupos numéricos (entre 1966 e 1981) e por letras (a partir de 1982), o novo sistema divisório de categoria é composto por 11 classes que vão desde o topo da pirâmide (Classe WRC, com os novos World Rally Car) até à base (Classe 10 que engloba os Grupo N até 1,4 l).

Mas pelo meio ficou muita confusão, bem como o uso de terminologias pouco consensuais e que facilmente confundem os mais desatentos. Por exemplo, desde logo, teria sido mais fácil chamar ‘WRC 2′ à nova Classe WRC por forma a distinguir os World Rally Cars que viveram entre 1997 e 2010 e os que nascerão este ano com especificações técnicas completamente diferentes.

Mas esse talvez seja até um pormenor, se tivermos em conta que, por exemplo, a Classe 1 é adstrita aos S2000 com motor 1,6 Turbo, o que, para todos os efeitos é um contrassenso tendo em conta que a designação inicial ‘S2000′ devia implicar que o motor do carro fosse um dois litros atmosférico e tendo em conta também que este tipo de viaturas terá a sua homologação a partir dos novos World Rally Cars e não dos ‘velhos’ S2000.

Tamanha confusão leva inevitavelmente à pergunta ‘o que distingue afinal a Classe WRC e a Classe 1 ou seja, um World Rally Car de um S2000 1,6 T, sendo que aparentemente são iguais?’. A resposta diz que os WRC irão ter outros apêndices aerodinâmicos, travões dianteiros mais potentes e alterações no volante do motor, enquanto os carros da Classe 1 não poderão montar este kit de evolução, desconhecendo-se, de momento, se terão que usar um restritor de 33 mm (só é certo que o tenham que fazer nos ralis do Mundial).

Validade por provar

De resto, entre as maiores novidades em termos de categorização dos carros também surge a Classe 2 que para além de integrar os S2000 convencionais, passa a albergar os R4 que mais não são que os já conhecidos Grupo N convencionais (Mitsubishi Lancer e Subaru Impreza) com menos 100 quilos de peso e com pequenas alterações nas ancoragens da suspensão, o que, na prática, dificilmente os colocará mais próximos dos S2000 no PWRC, mesmo se a FIA pensa o contrário.

Em grande voltam a aparecer também os Grupo R, nascidos em 2006 e totalmente popularizados a partir de 2008. Mas também aqui a confusão é evidente pela proliferação das variantes existentes que começam nos R3 C e terminam nos R1 A. Menos dúvidas suscita a classe RGT diretamente ligada aos GT de ralis e que, estará, sem dúvida, entre as favoritas dos espetadores pelas performances e som impar que este tipo de carros têm na estrada. * Filipe Pinto Mesquita

Ainda está confuso. Aqui fica o resumo das novas Classes:

Classe WRC - World Rally Cars com motores 1,6 Turbo e restritor 33 mm (Citroen DS3, Ford Fiesta RS WRC e MINI Countryman WRC).
Classe 1 - S2000 com motor 1,6 Turbo (com restritor 33 mm nas provas do WRC. Proibidos nos SWRC).
Classe 2 - S2000 com motor 2 litros atmosférico e Grupo R4 (que terão restritor de 33 mm).É a classe do SWRC.
Classe 3 - Grupo N acima de 2 litros (ainda com restritor 32 mm) ou seja, os antigos N4. É a classe do PWRC.
Classe 4 - RGT (GT’s de ralis). Ainda não há carros homologados nesta categoria e, de momento, só o Lotus Exige está em vias de o ser.
Classe 5 - Engloba uma grande variedade de carros. Os antigos Grupo A7 (entre 1,6 e 2,0 l), S1600, R2 C (ainda não está nenhum homologado), R3 C (Renault Clio e Honda Civic), R3 T (Citroen DS3 R3, Peugeot 207 RC, Fiat 500 Abarth, todos com restritor de 29 mm) e R3 D (Diesel com restritor de 32 mm. Só existe o Fiat Punto).
Classe 6 - Antigos A6 (entre 1,4 e 1,6 l), Kit Car (1,4 a 1,6 l), R2 B (Citroen C2, Ford Fiesta e Renault Twingo).
Classe 7 - Antigos A5 (até 1,4 l) e Kit Car (até 1,4 l).
Classe 8 - Antigos N3 (1,6 a 2,0 l).
Classe 9 - Antigos N2 (1,4 a 2,0 l), R1 B (1,4 a 1,6 l. Só o Renault Twingo está homologado).
Classe 10 - Antigos N1 (até 1,4 l) e R1 A (até 1,4 l. Ainda nenhum carro foi homologado nesta categoria).

18 de fevereiro de 2011

Novo Fiesta a caminho do Algarve

O patrão da M-Sport, Malcom Wilson afirma “O acidente não afectará a nossa preparação na terra para o México”. Novo Fiesta já está a caminho do Algarve!

O responsável da Ford Abu Dhabi World Rally Team acredita que o acidente de Jari-Matti Latvala durante os testes que estavam a ser realizados em Portugal não afectará a preparação da sua equipa para enfrentar o Rally Guanajato México.

Latvala estava a realizar os testes em terra perto de Tavira no Algarve, quando saiu de estrada e deu várias voltas com o Ford Fiesta RS WRC. Latvala e Mikka Anttila saíram ilesos, mas o carro sofreu danos graves e não permitiram continuar os testes com esse carro.

A equipa enviou já um carro de substituição desde a sua base em Cumbria, no Norte de Inglaterra, para que Mikko Hirvonen possa continuar os testes nos pisos de terra algarvios durante o fim-de-semana.

“Com um pouco de sorte, isto não afectará a nossa preparação sobre a terra para o México”, comentou Wilson, …”Tanto Mikko, como Jari-Matti comentaram na Suécia que a pouca distância entre eixos do novo Fiesta RS WRC, faz com que reaja muito rápido e é muito difícil de pilotar. Latvala pôde comprová-lo agora em Portugal!”.

Latvala já regressou, hoje à Finlândia, mas regressará aos comandos do Fiesta na segunda-feira para se preparar para o México.

Este é o segundo acidente esta temporada do jovem piloto da Ford de 25 anos, o primeiro foi nos testes na Suécia de preparação para a prova de abertura do WRC, exactamente nas estradas suecas cobertas de neve e gelo.

O Rally Guanajuato México realiza-se de 3 a 6 de Março com sede na cidade de León e será a segunda prova do WRC 2011, exactamente antes do Vodafone Rally de Portugal no final de Março.

António Garcia - Motores Magazine

14 de fevereiro de 2011

WRC: Hirvonen lidera trinca da Ford e Vence o Rally da Suécia


GRANDE PRÊMIO - No primeiro duelo entre Ford e Citroën na nova era do WRC, a vitória ficou com a montadora norte-americana. Mikko Hirvonen conquistou neste domingo (13) o Rali da Suécia, prova de abertura do Mundial de Rali, com apenas 6s5 de vantagem para o surpreendente Mads Ostberg.

O finlandês da equipe oficial confirmou o favoritismo nas trilhas de gelo de Karlstad e faturou o bicampeonato da competição mantendo a regularidade, sem enfrentar grandes problemas. Jari-Matti Latvala, companheiro de equipe de Hirvonen, faturou dois estágios neste domingo e fechou o top-3, sacramentando o domínio incontestável da Ford na Suécia.

Mikko celebrou a primeira vitória de uma nova fase no Mundial de Rali, que corre a partir de 2011 com carros de 1,6 L. “Estava muito nervoso antes do último estágio”, reconheceu o nórdico, se referindo à ameaça que Ostberg ainda representava na luta pelo bicampeonato.

“É fantástico ganhar o primeiro rali com o novo Fiesta. Tenho de reconhecer que antes da última especial, estava muito nervoso, mas agora, estou muito feliz com este começo de temporada realmente brilhante”, complementou o vencedor.

Ostberg contou que ainda lutou até o final para faturar uma vitória que seria inédita na carreira, mas o norueguês ficou satisfeito com o segundo lugar em Karlstad. “É inacreditável. Hoje foi muito difícil. Tentamos alcançar Mikko, mas ele estava muito rápido e não ousei pisar tão fundo quanto poderia. Estou absolutamente feliz por ter sido segundo colocado geral na Suécia.”

Depois do trio da Ford, o melhor colocado foi Sébastien Ogier. O número 2 do time oficial da montadora francesa somou três pontos extras por ter vencido a superespecial noturna, destinada à transmissão televisiva, seguido pelo compatriota Sébastien Loeb e por Latvala, somando cada um respectivamente dois e um ponto pelo êxito no estágio extra.

Petter Solberg perdeu duas posições em relação à manhã deste domingo, fechando a prova na quinta colocação. Entretanto, o motivo pela queda do norueguês, campeão mundial do WRC em 2003 não foi nenhuma falha em seu Citroën DS3. Durante o deslocamento para o último estágio, o piloto excedeu o limite de velocidade e foi abordado pela polícia sueca, que apreendeu sua licença de motorista.

De forma a permanecer na competição, o navegador Chris Patterson assumiu a condução do veículo. Obviamente por não ter o mesmo desempenho do companheiro de equipe, Solberg caiu para quinto e só não perdeu mais posições porque Loeb estava mais atrás na classificação. O heptacampeão não repetiu o desempenho do último sábado, quando venceu quatro especiais, permanecendo em sexto, a 2min30s3 de Hirvonen.

Piloto da casa, Per-Gunnar Andersson, que corre por equipe própria, levou o Ford Fiesta RS à sétima colocação, terminando imediatamente à frente de Kimi Raikkonen, que mostrou bom desempenho no Citroën DS3 da Ice 1. A montadora norte-americana fechou o top-10 com o britânico Matthew Wilson, da M-Sport Stobart, e Khalid Al Qassimi, com a segunda equipe da Ford, a Abu Dhabi.

A próxima etapa do WRC será o Rali do México entre os dias 3 e 6 de março em Guanajuato.

9 de fevereiro de 2011

Rally da Suécia 2011 - Preview Ford Abu Dhabi WRT

A Ford já realizou mais de 12 mil KMs de testes com seu novo Ford Fiesta WRC, o equivalente a mais de duas temporadas de acão no WRC. Deste número, 2854 aconteceu na Suécia com os pilotos Mikko Hirvonen e Jari-Matti Latvala.

Mikko Hirvonen: ”Temos um novo carro, novas regras e um novo olhar para o esporte, estou tão animado que mal posso esperar para chegar na Suécia. No inicio dos testes eu estava simplesmente aprendendo sobre o Fiesta e fazendo mudancas para entender como ele reagia. Isto levou algum tempo, mas então eu era capaz de focar no funcionamento do set up. Precisarei ser mais comprometido atrás do volante do novo carro. Ele não perdoa, tanto quanto os carros de antes, por isso preciso ser firme e dizer ao carro exatamente onde eu quero ir. É um grande desafio pilotar o Fiesta RS WRC, mas também é divertido.”

Jari-Matti Latvala: “Testei na Suécia por cinco dias e até o último dia eu senti que tinha tentando todas as opcões e eu sabia qual set up queria usar para o ralli. O Fiesta RS WRC trabalha bem na neve e o seu equilibrio é brilhante. É menor, portanto o peso está localizado centralmente e ele reage rapidamente. O caixa de cambio de seis marchas é uma grande melhora, e eu trabalhei duro para aperfeicoa-la. O maior objetivo da equipe é conquistar o mundial de construtores. Lutar pelo titulo de pilotos também seria um sonho, mas o titulo de fabricantes é a chave para a Ford. Se conseguirmos combinar consistência com velocidade, esta seria a situacão perfeita.”


7 de fevereiro de 2011

WRC 2011 - Entrevista com Mikko Hirvonen

Após uma temporada desastrosa em 2011, Mikko Hirvonen aposta tudo este contando que o novo Fiesta WRC seja um trunfo. Mas, para já, sacode a pressão dos títulos...

Tal como todos os pilotos profissionais 'top' ralis, também Mikko Hirvonen vai entrar, em 2011, num território desconhecido com nova fórmula dos World Rally Cars. Mesmo com a experiência de voltar a ser o número um dentro da equipa Ford Abu Dhabi World Rally Team e ao ser ainda o único piloto que se pode gabar de ter festejado o seu 100º rali do Mundial antes de completar 30 anos, será que o finlandês pode prever o que acontecerá em 2011? Entre os vários temas abordados, falou-nos dum assunto que suscita muita curiosidade entre os adeptos: Será que os S2000 e os novos WRC são assim tão diferentes?

Mikko Hirvonen, que teve a oportunidade de correr com o Fiesta S2000 'aspirado' no início de 2010 quando venceu o Rali de Monte Carlo é um daqueles pilotos que pode ajudar a perceber se os dois carros tem ou não grandes diferenças seja no temperamento ou no cronómetro.

Para o finlandês, "em termos de suspensão não há grandes diferenças. Agora em termos de diferenciais, que já trabalhámos muito no WRC, já se pode dizer que há. Contudo, a maior diferença está no motor. O Fiesta WRC é bastante mais rápido que o S2000, mesmo se ainda estamos a experimentar 'rapports' de caixa. Globalmente há muito diferenças entre os dois carros, mas também não se pode dizer que o comportamento do WRC está milhas à frente do do Fiesta que experimentei em Monte Carlo".

AutoSport -Quais são as expectativas para a Suécia, onde a Ford não é batida desde 2005?

Mikko Hirvoen - O primeiro rali, a Suécia, vai ser interessante, mas só no final do primeiro dia é que vamos saber onde nós e a Ford nos situamos em relação à Citroen. Claro que vamos à Suécia com a esperança de começar a época com outra vitória. Acredito que temos um carro forte e uma boa equipa, logo poderemos vencer.

AS - Com um carro tão novo, sentes que estás suficientemente preparado?

MH - Ainda estamos a aprender o carro. O maior desafio tem sido perceber que quando se fazem alterações de set up no Fiesta, ele reage de forma diferente do Focus. Os dois primeiros testes foram só para mudarmos coisas por forma a percebermos, antecipadamente, como o carro reagia e o que acontecia. E só depois de percebermos como ele funcionava é que traçamos o caminho do desenvolvimento que considerarmos ser o melhor. Nalguns aspetos acho que já o encontramos. Sabemos o que queremos, mas ainda não houve tempo suficiente para testar tudo o que precisamos. Em resumo, há muito trabalho a fazer, mas já sabemos em que direção ir. O carro ainda não está pronto, mas já está muito bom e há ainda muitas coisas em que pode melhorar, sobretudo, ao nível da suspensão e diferenciais. Nestes carros, onde não há diferencial central é preciso encontrar compromissos no set up pelo que para cada rali teremos que ter todos os set ups disponíveis e escolher o que melhor se adaptar.

AS - Há diferenças muito grandes entre os novos carros, ao nível de performances nos troços, e os antigos World Rally Cars?

MH - Acho que não. Pode haver pequenas diferenças nos ganchos e nas curvas mais apertadas onde os atuais carros não curvam tão bem e temos que fazer abordagens mais por fora, mas nas especiais rápidas acho que não veremos grandes diferenças. O motor, contudo, tem um barulho diferente. Não temos tanto binário pelo que temos que estar sempre atentos às rotações. Segundo as regras da FIA, estamos limitados às 8500 rpm temos que andar sempre lá em cima. A primeira vez que guiei o carro era como se tivesse a guiar um Escort MK2 BDA porque tinha que estar sempre a dar 'kits' de embraiagem para subir a rotação.

AS - Esta mudança, em termos de diferenciais, obrigou-te a procurares um novo estilo de condução?

MH - Não muito porque há muitas coisas que se podem fazer em termos de suspensão e de barras estabilizadoras que resolvem os problemas. Para mim, foi apenas um efeito similar ao passo dado em 2006 quando desapareceram os diferenciais dianteiros e traseiros ativos. Sente-se, nas curvas longas, que não se pode alterar a trajetória tão facilmente, mas é apenas um pequeno passo atrás e não é um grande problema.

AS - O ano passado não foi um bom ano. Fizeste alguma coisa no Inverno que te ajudará a regressar à forma de 2009?

MH - Houve muitas coisas que correram mal o ano passado. Comecei bem na Suécia, mas depois devia ter tentado ser mais agressivo. Tentei ganhar cada troço, em cada rali. E a lição que aprendi é que não é assim que as coisas devem funcionar comigo. Assim, este ano, vou dar um passo atrás e não pensar demasiado nas coisas. Apenas 'apanhar' o carro, andar a fundo e ver onde nos situaremos, sem pensar em títulos ou vitórias. Sei que se tivermos relaxados e nos divertirmos a guiar, poderemos fazer bons resultados.

AS - O acidente da Finlândia não deve ter ajudado, certo?

MH - Acho que o acidente não teve nada a ver com o resto. Nos ralis anteriores ao acidente sentia que queria bons resultados e apenas terminar ralis. Comecei a evitar erros, mas quando fiz isso perdi completamente o ritmo. Tinha um bom ritmo no Japão, mas tive um problema mecânico que me impediu de fazer um bom resultado. Houve inúmeras pequenas coisas e pequenos problemas que impediram de obter bons resultados.

AS - O que pensas que Sébastien Loeb poderá fazer este ano? Achas que podes, finamente, parar a sua invencibilidade de sete títulos?

MH - Estamos no mesmo campo e a jogar com as mesmas armas, mas a Citroen começa com um carro completamente novo. Por isso acho que, definitivamente, temos mais hipóteses do que tivemos até agora, talvez mesmo esta seja a maior oportunidade de sempre.

AS - Haver mais ralis de terra no calendário, ajudar-te-á?

MH - Acho que não. Para mim é sempre igual, onde quer que seja. Há novos ralis, como a Austrália, mas isso não faz grande diferença. Os carros são novos. Acho que o desafio de cada rali será sempre o mesmo. Terá mais a ver com a forma como o carro reagir. Temo-nos esforçado no México nos últimos anos pelo será interessante ver como correrão lá as coisas com um novo carro. Estamos mais perto das especificações dos Citroen do que nunca. Por exemplo, agora temos uma caixa de seis, como toda a gente!

AS - Achas que esta será a época mais excitante de todas as que já marcaste presença no WRC?

MH - Em 2006 começámos com um novo carro, mas ainda estava a aprender e não estava preparado para lutar pelo título. Felizmente, agora estou, temos um novo carro, com muita coisa para evoluir e tudo isso fará com que este ano seja, de facto, entusiasmante.

Fonte & Creditos: Martin Holmes - Autosport.pt

28 de janeiro de 2011

Ford regressa ao plano inicial de testes com Fiesta WRC

AUTOSPORT.PT - Na sequência do despiste de Jari-Matti Latvala que obrigou ao cancelamento da participação do Ford Fiesta WRC no Rali do Ártico, a M-Sport retomou o plano inicial de testar o novo carro para o Mundial de Ralis de 2011 na Suécia.

Após o despiste do finlandês, que deixou o seu Fiesta WRC em mau estado, a equipa M-Sport permaneceu na Suécia e reparou o carro em oficinas locais, tendo Mikko Hirvonen iniciado logo na terça-feira uma série de três dias de testes. Amanhã será a vez de Latvala retomar os comandos do Fiesta naquele que será o último teste do carro antes de se iniciarem as 'hostilidades' com o Rali da Suécia.